Aqui está a verdade que ninguém diz em voz alta
Você quer explorar um vibrador clitoral com seu parceiro, mas tem medo de que ele pense que é uma crítica. Que você não o acha atraente. Que algo está errado com você, com ele, ou com os dois. Então você fica quieta. Espera. Deixa o desejo morrer um pouco mais.
Isso é exatamente o oposto do que deveria acontecer.
Por que essa conversa assusta tanto
A resposta científica é fácil. Apresentar um brinquedo sexual a um parceiro toca em inseguranças reais: desempenho, adequação, suficiência. Para muitos homens (especialmente aqueles criados com ideias tradicionais sobre sexualidade masculina), um vibrador pode parecer uma ameaça. Para você, pode parecer um risco emocional. E ambos têm razão.
Mas aqui está o que descobri depois de anos conversando com casais: a maioria dos parceiros que rejeita a ideia no começo não tem medo do vibrador. Tem medo de você estar começando a se distanciar. De que a conversa significa que ele falhou. De que você está se movendo para um lugar onde ele não consegue mais acompanhar.
A solução não é fazer a conversa desaparecer. É reescrever completamente o que essa conversa significa.
O enquadramento muda tudo
Esqueça a ideia de "pedir permissão para um vibrador". Você não está pedindo permissão. Você está convidando seu parceiro para algo que faz você sentir melhor. E isso, por sua vez, faz o sexo com ele melhor também.
Aqui estão as três formas diferentes de enquadrar essa conversa, dependendo de onde vocês estão:
1. Curiosidade exploratória (melhor para casais que já têm intimidade confortável). "Fiquei curioso sobre algo. Lembras quando a gente leu aquele artigo sobre [vibrador clitoral / sensibilidade]? Eu queria experimentar mais com o meu próprio corpo. Adoraria fazer isso perto de ti, vendo o que sentes bem."
Este enquadramento diz: não é sobre você falhar. É sobre eu descobrir. E quero que sejas parte disso.
2. Prazer compartilhado (melhor se vocês estão num momento em que o sexo esfriou). "Andei a pensar que o nosso sexo podia ser ainda melhor. Não porque algo esteja errado, mas porque merecia mais para ambos. Há um brinquedo que queria experimentar contigo. Não para substituir nada, mas para adicionar algo."
Este enquadramento diz: eu invisto na gente. Quero que isto seja mais para ti também.
3. Verdade crua (melhor se vocês têm comunicação bastante direta). "Tens a certeza? Porque há coisa que eu queria experimentar. Um vibrador clitoral. Queria explorar com alguém que confio. Serias tu?"
Este enquadramento diz: isto é importante para mim. Preciso que me oiças.
O que fazer se ele disser que não
Se a resposta for "não gosto dessa ideia", não entre em pânico. Isso não significa que ele é inseguro, retrógrado ou inadequado. Significa que precisa de mais informação ou mais tempo.
Pergunta: "O que te preocupa especificamente?"
Ouça a resposta real, não a que espera. Se disser "Acho que me sentiria substituído", não discuta. Diga: "Entendo. Esse nunca foi o ponto. Mas queria que soubesses que isto é importante para mim. Podemos falar novamente daqui a umas semanas?"
Deixa marinar. As pessoas mudam de ideia quando sentem que foram ouvidas primeiro.
Se disser "Simplesmente não gosto", respeita. E depois pensa honestamente sobre o que isto significa para ti. Há casos em que o desejo incompatível é real. Mas na maioria dos casos, as pessoas têm medo antes de terem experiência. E a experiência muda tudo.
Como apresentar a coisa fisicamente
Não compres em segredo. Isso cria culpa. Mostra a ele enquanto o encomendas ou assim que chegar.
"Encomendei um vibrador clitoral. Queria que soubesses antes de chegar. Gostaria que o explorassemos juntos quando te sentires à vontade."
Isso tira o elemento surpresa (que geralmente faz pessoas sentirem-se enganadas) e dá-lhe tempo para processar.
Quando chegar, guardarei num sítio onde vocês possam vê-lo. Não o escondas. Brinquedos sexuais não são vergonha. São ferramentas. Deixa-o estar ali.
A primeira vez que o usam juntos
Aqui está o segredo: não o faça ser sobre desempenho dele. Nada o desativa mais rapidamente. Em vez disso, torna isto sobre exploração.
"Gostava que explorassemos isto juntos. Posso mostrar-te o que se sente bem?"
Eles podem tocar-te enquanto usas o vibrador. Podem ver teu rosto. Podem entender visceralmente que isto não é sobre eles. É sobre ti. Sobre o teu prazer. E uma vez que vejam como isto te afecta (o seu rosto, os sons que fazes, como o teu corpo responde), deixa de ser ameaça. Torna-se interessante.
Muitos parceiros descobrem que gostam de ver. Que isto não diminui nada para eles. Que, na verdade, ativa-os de formas novas.
Se ele disser sim muito rapidamente
Ótimo. Mas não suponhas que significa que ele entende. Conversem ainda assim. "Isto significa que quero explorar mais contigo, não que tenha estado insatisfeita." Essa conversação extra protege-vos ambos.
A coisa mais importante a lembrar
Os casais que conseguem falar honestamente sobre desejos sexuais têm mais sexo. Mais sexo bom. E lidam melhor com tudo o resto, também. A conversa é desconfortável por meia hora. A alternativa é um silêncio que dura anos.
Um vibrador clitoral como o Lem não é ameaça. É oportunidade. Para ti sentires mais. Para ele entender-te melhor. Para vocês dois construírem algo que antes não existia.
A conversa começa assim: "Preciso de falar contigo sobre algo." E depois respira. O resto segue.
Perguntas frequentes sobre vibradores com parceiros
Como sei se ele vai reagir mal?
Não sabes. Mas a resposta inicial quase nunca é a final. Os homens têm reacções defensivas quando sentem ameaça. Depois processam. Depois, muitas vezes, entendem. A tua tarefa é ser clara sobre isto: "Sei que isto pode parecer estranho no início. Mas gosto de ti e queria que explorassemos isto juntos."
E se ele quiser usar um vibrador em mim mas de forma que não me agrade?
Podes sempre dizer não. "Obrigada, mas gostava de explorar isto sozinha primeiro." Depois, quando te sentires confortável, convidas-o de volta. Controlar o ritmo é essencial.
Ele pediu para o usar em mim mas com força demais e dói. Como digo sem magoá-lo?
Exatamente isto: "Dói quando fazes assim. Mais suave, por favor." Se ele ficar magoado por um pedido sobre o teu conforto físico, esse é um problema muito maior que um vibrador. Mas na maioria dos casos, ele quer acertar. Diz-lhe como.
O vibrador vai fazer com que eu não sinta prazer de forma normal?
Não. Este é um mito perigoso. O que o vibrador faz é mostrar-te o que é possível. Isto pode fazer com que o sexo sem brinquedos pareça menos intenso, sim. Mas também pode fazer com que ambos queiram experimentar mais juntos. Como ter orgasmo com vibrador de limão quando sexo solo não funciona mais aborda isto em profundidade.
Como começo a conversa sem parecer que o estou a criticar?
Foca-te no teu corpo, não no dele. "Descobri que gosto de [sensação específica]. Queria explorar mais isto." Isto é sobre descoberta, não sobre deficiency dele.
E se ele não quiser falar sobre isto?
Vocês têm um problema maior. Casais que não conseguem conversar sobre sexo ficam distantes. Considera propor uma sessão com um terapeuta de casal. Isto não é drama. É higiene emocional.
O resultado
A maioria dos casais que têm esta conversa herdita dizer-me depois: "Porque é que não falámos mais cedo?" Porque a conversa tira o medo. Cria intimidade. E abre espaço para ambos crescerem.
Seu parceiro quer que você se sinta bem. Ele só precisa entender que isto não diminui o papel dele. E uma vez que entende isto, a maioria das vezes, ele quer estar nessa jornada contigo.
Começa por isso: "Preciso de falar contigo sobre algo que desejo explorar. E gostava que fosse contigo."
O resto segue. Sempre.
Se precisar de ajuda a navegar dinâmicas de casal mais complexas, entre em contacto. Sou aqui para isso.
